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Seca fica mais branda no Centro-Oeste e Norte. Fenômeno se intensifica no Nordeste, Sudeste e Sul segundo atualização do Monitor de Secas

Conforme a última atualização do Monitor de Secas, entre janeiro e fevereiro, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em 11 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul a seca se intensificou em fevereiro. Já em outras oito unidades da Federação o fenômeno ficou estável em termos de severidade nesse período: Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. No Amapá, com o volume de chuvas acima da média, a seca desapareceu. Em contrapartida, no Rio de Janeiro, a seca voltou a ser registrada no mês de fevereiro.

Mapas do Monitor de janeiro e fevereiro de 2025
Mapas do Monitor de janeiro e fevereiro de 2025

 

Seca por grau de severidade por unidade da Federação em fevereiro de 2025
Seca por grau de severidade por unidade da Federação em fevereiro de 2025

Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Sudeste teve a condição mais branda do fenômeno em fevereiro, enquanto o Sul teve a situação mais severa, com 16% da sua área com registro de seca grave. Entre janeiro e fevereiro, houve um abrandamento em duas regiões: Centro-Oeste e Norte. Já no Nordeste, Sudeste e no Sul; o fenômeno se intensificou nesse período. Considerando a extensão da área com seca, houve redução da área com registro do fenômeno no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Nas regiões Sudeste e Sul a área com seca teve um aumento.

Percentual de seca por região e no Brasil entre janeiro e fevereiro de 2025
Percentual de seca por região e no Brasil entre janeiro e fevereiro de 2025

Na comparação entre janeiro e fevereiro, sete estados registraram o aumento da área com seca: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. No sentido oposto, o Monitor verificou a diminuição da área com o fenômeno em outros 11 estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Em outras 8 unidades da Federação a área com seca se manteve estável: Acre, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí e Rondônia. Já o Amapá ficou livre de seca no período.

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Percentual de seca por unidade da Federação entre janeiro e fevereiro de 2025

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

Onze unidades da Federação registraram seca em 100% do território em janeiro deste ano: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 7% a 94%.

Percentual de seca por unidade da Federação em fevereiro de 2025
Percentual de seca por unidade da Federação em fevereiro de 2025

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de fevereiro, seguido por Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso do Sul. No total, entre janeiro e fevereiro, a área com o fenômeno caiu de 7,45 milhões para 6,36 milhões de km², o equivalente a 75% do território brasileiro.

Área com seca por UF em fevereiro de 2025 por km²
Área com seca por UF em fevereiro de 2025 por km²

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

Situação por UF

UF ÁREA SEVERIDADE DA SECA
Acre Entre maio de 2024 e fevereiro de 2025, a área com seca seguiu presente na totalidade do território do Acre. É a primeira vez que o estado registra seca em 100% de seu território por dez meses consecutivos desde novembro de 2022, quando o AC entrou no Mapa do Monitor Entre janeiro e fevereiro, a seca se abrandou no Acre, já que a seca grave deixou de ser registrada no estado. É a condição mais branda do fenômeno no AC desde abril de 2024
Alagoas Entre janeiro e fevereiro, a área com seca em Alagoas teve uma redução de 90% para 77% de seu território. É a menor área com o fenômeno no estado desde setembro de 2024, quando a seca cobriu 73% de AL Alagoas registrou o abrandamento do fenômeno, já que a área com seca moderada diminuiu significativamente de 72% para 28% do estado. É a melhor condição do fenômeno no território alagoano desde setembro de 2024, quando houve seca moderada em 16% de Alagoas
Amapá Em fevereiro deste ano, a seca deixou de ser registrada no Amapá pela primeira vez desde dezembro de 2023, quando o estado entrou no Mapa do Monitor de Secas. Com isso, o AP foi a única unidade da Federação livre de seca no Brasil em fevereiro A seca deixou de ser registrada no Amapá em fevereiro. Com isso, o AP foi a única unidade da Federação livre de seca em fevereiro
Amazonas Entre janeiro e fevereiro, a área com seca no território do Amazonas caiu de 99% para 94%.

É a menor área com a presença do fenômeno no estado desde setembro de 2023, quando o AM registrou 92% de área com seca

Entre janeiro e fevereiro, o Amazonas teve o abrandamento da seca, já que o estado deixou de registrar seca excepcional e seca extrema. É a melhor condição do fenômeno no estado desde setembro de 2023. Por outro lado, o AM teve a maior severidade da seca na região Norte com 31% de seu território com registro de seca grave
Bahia Entre janeiro e fevereiro, a área com seca se manteve estável no patamar de 93% do território da Bahia O fenômeno se intensificou no território baiano entre janeiro e fevereiro, já que o estado voltou a registrar seca grave em 5% de seu território
Ceará A área com seca no Ceará diminuiu

de 63% para 32% do estado entre janeiro e fevereiro. É a menor área com o fenômeno no CE desde os 13% de seca fraca verificados em agosto de 2024.

Além disso, o estado teve o menor percentual de área com seca dentre os estados do Nordeste em fevereiro

A severidade da seca se manteve estável no Ceará entre janeiro e fevereiro, já que o estado seguiu somente com registro de seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Além disso, o CE teve a melhor condição de seca dentre os estados nordestinos em fevereiro
Distrito Federal Entre maio de 2024 e fevereiro de 2025, a seca seguiu presente em 100% do Distrito Federal. É a primeira vez que a unidade da Federação registra seca na totalidade de seu território por dez meses consecutivos, desde julho de 2020, quando o DF entrou no Mapa do Monitor de Secas A intensidade da seca se manteve estável no Distrito Federal entre novembro de 2024 e fevereiro deste ano, com seca fraca em 100% do território nesse período. Com isso, o DF teve a melhor condição do fenômeno no Centro-Oeste em fevereiro
Espírito Santo A área com seca no território capixaba passou de 31% para 100% entre janeiro e fevereiro Entre janeiro e fevereiro, a intensidade da seca se manteve estável no Espírito Santo, onde houve o registro somente de seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Além disso, o estado teve a condição mais branda do fenômeno no Sudeste em fevereiro
Goiás A área com seca se manteve em 100% de Goiás entre julho de 2024 e fevereiro deste ano. É a primeira vez que o fenômeno é registrado por oito meses consecutivos no estado desde sua entrada no Mapa do Monitor em junho de 2020 A seca se intensificou em Goiás, entre janeiro e fevereiro, com o aumento da seca moderada de 28% para 32% do estado
Maranhão Entre janeiro e fevereiro, a área com seca caiu de 100% para 90% do Maranhão. Esse é o menor percentual do fenômeno no estado desde julho de 2024, quando houve seca em 73% do MA O fenômeno se abrandou no Maranhão com a redução da área com seca grave, que passou de 12% para 6% do estado entre janeiro e fevereiro. Apesar disso, o MA teve a condição mais severa de seca entre os estados do Nordeste em fevereiro
Mato Grosso Entre janeiro e fevereiro, a área com seca diminuiu de 100% para 82% de Mato Grosso. É a menor área com seca, desde junho de 2023, quando o estado registrou o fenômeno em 68% de seu território Houve um abrandamento da seca em Mato Grosso entre janeiro e fevereiro, visto que a seca grave deixou de ser verificada no estado. É a condição mais branda do fenômeno em MT desde sua entrada no Mapa do Monitor em junho de 2021
Mato Grosso do Sul Em Mato Grosso do Sul, a área com seca se manteve na totalidade do estado entre julho de 2024 e fevereiro de 2025. Desde o período entre dezembro de 2021 e julho de 2022, é a primeira vez que o estado registra oito meses consecutivos do fenômeno na totalidade do território sul-mato-grossense O fenômeno se intensificou em Mato Grosso do Sul entre janeiro e fevereiro com o aumento da área com seca grave de 22% para 29% do estado. Com isso, o território sul-mato-grossense teve a condição mais severa do fenômeno no Centro-Oeste em fevereiro
Minas Gerais A área com seca em Minas Gerais aumentou significativamente de 38% para 100% do estado entre janeiro e fevereiro Em Minas Gerais a seca se intensificou entre janeiro e fevereiro, com o aumento da seca moderada de 10% para 16%
Pará Entre janeiro e fevereiro, o fenômeno recuou significativamente de 100% para 7% do Pará. É a menor área com registro de seca desde abril de 2023, quando o estado entrou no Mapa do Monitor de Secas Entre janeiro e fevereiro, houve um abrandamento da seca no Pará, pois o estado deixou de registrar seca moderada em seu território. É a melhor condição do fenômeno no território paraense desde abril de 2023
Paraíba Entre janeiro e fevereiro, a área com seca passou de 100% para 92% da Paraíba. É a primeira vez que o estado registra áreas livres de seca desde agosto de 2024 Entre janeiro e fevereiro, a severidade da seca se manteve estável na Paraíba, já que somente a seca fraca foi registrada. Esta é a categoria mais branda do fenômeno na escala do Monitor
Paraná Entre janeiro e fevereiro, a área com seca aumentou de 42% para 52% do Paraná. Ainda assim, o estado teve o menor percentual de área com seca no Sul em fevereiro Entre janeiro e fevereiro, a severidade do fenômeno se manteve estável no Paraná,  já que o estado seguiu somente com registro de seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor.
Pernambuco Pernambuco seguiu com seca em 100% de seu território entre setembro de 2024 e fevereiro deste ano. É a primeira vez que o estado registra o fenômeno na totalidade de sua área por seis meses consecutivos desde o período entre julho e dezembro de 2018 A seca se abrandou em Pernambuco entre janeiro e fevereiro, já que a seca moderada diminuiu de 33% para 26% no estado. É a condição mais branda em PE desde setembro de 2024
Piauí Entre setembro de 2024 e fevereiro deste ano, a área com seca no Piauí permaneceu em 100% do estado. Desde o período entre agosto de 2017 e janeiro de 2018, é a primeira vez que o território piauiense registra o fenômeno em todo o estado por seis meses consecutivos O fenômeno se intensificou no Piauí entre janeiro e fevereiro, já que a seca moderada voltou a ser identificada em 48% do estado.

É a pior condição desde outubro de 2024, quando o estado apresentou seca grave

Rio de Janeiro Em fevereiro a seca voltou a ser registrada no Estado do Rio de Janeiro na totalidade de seu território, o que não acontecia desde outubro de 2024 A seca voltou a ser verificada no RJ em fevereiro com presença de seca moderada em 65% do estado. É a condição mais severa desde outubro de 2024, quando o Rio de Janeiro registrou 67% de seca moderada.

Além disso, o RJ teve a maior severidade da seca entre os estados do Sudeste em fevereiro

Rio Grande do Norte Entre janeiro e fevereiro, a área com seca no Rio Grande do Norte caiu de 55% para 34% do estado. Esse é o menor percentual desde agosto de 2024, quando houve seca em 32% do RN A severidade da seca se manteve estável no Rio Grande do Norte entre janeiro e fevereiro, visto que houve somente o registro de seca fraca, que é a categoria mais branda na escala do Monitor
Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul teve um aumento da área com seca de 77% para 100% de seu território entre janeiro e fevereiro. É a maior área com seca no RS desde junho de 2023, quando também foi registrado o fenômeno em todo o estado. Com isso, em fevereiro, o Rio Grande do Sul foi o estado da região Sul com maior percentual de área com registro de seca Entre janeiro e fevereiro, a severidade da seca no Rio Grande do Sul aumentou, já que a seca moderada passou de 10% para 28%de seu território. Além disso, a seca grave seguiu presente em 32% do RS. Essa é a pior condição do fenômeno no estado desde junho de 2023, quando foi registrada seca extrema em 21% do RS.

Com esse quadro, o RS teve a pior condição do fenômeno em todo o território brasileiro em fevereiro

Rondônia A área com seca se manteve em 100% de Rondônia entre julho de 2024 e fevereiro de 2025. É a primeira vez que o estado registra seca em sua totalidade por oito meses consecutivos desde agosto de 2022, quando RO entrou no Mapa do Monitor Entre janeiro e fevereiro, a seca se abrandou em Rondônia, com a redução da seca grave de 10% para 8% de seu território. É a condição mais branda de seca em RO desde setembro de 2023
Roraima Roraima registrou uma queda na área com seca de 36% para 13%de seu território entre janeiro e fevereiro. É a menor área com seca no estado desde novembro de 2023, quando Roraima entrou no Mapa do Monitor de Secas Entre janeiro e fevereiro, a severidade da seca se abrandou, pois a seca moderada deixou de ser verificada em RR. É a melhor condição do fenômeno no estado desde novembro de 2023
Santa Catarina Santa Catarina registrou o aumento da área com seca de 44% para 66% entre janeiro e fevereiro

É a maior área com seca em SC desde maio de 2022, quando foi registrada seca em 68% do estado

Entre agosto de 2024 e fevereiro deste ano, a severidade do fenômeno se manteve estável em Santa Catarina, que registrou somente seca fraca nesse período, que é a mais branda na escala do Monitor. Essa é a condição mais branda do fenômeno entre os estados do Sul em fevereiro
São Paulo No Estado de São Paulo, entre janeiro e fevereiro, a área com seca aumentou de 92% para 100% de seu território. A severidade da seca em SP se manteve estável entre janeiro e fevereiro, pois a área com seca moderada seguiu no patamar de 57% do território paulista
Sergipe Entre janeiro e fevereiro, a área com seca caiu de 100% para 77% em Sergipe. Esse é o menor percentual desde julho de 2024, quando houve seca em 20% do estado Entre janeiro e fevereiro, o fenômeno se abrandou em Sergipe, já que a seca moderada caiu significativamente de 70% para 17% no estado. É a melhor condição do fenômeno no território sergipano desde agosto de 2024, quando houve somente seca fraca no estado
Tocantins Entre janeiro e fevereiro, a área com seca diminuiu em Tocantins de 100% para 80% do território.

É a menor área com o fenômeno no estado desde setembro de 2023 quando TO registrou 75% de área com seca

Em Tocantins a seca se abrandou entre janeiro e fevereiro, com a redução da seca moderada de 73% para 40% do estado. É a condição mais branda do fenômeno em TO desde outubro de 2023

O Monitor de Secas

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido, sendo que o processo de expansão dessa iniciativa foi concluído com a entrada do Amapá no Mapa do Monitor de dezembro de 2023.

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região. 

Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

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