O cenário hídrico do Rio Grande do Norte apresenta sinais positivos nas últimas medições. Com a contribuição das chuvas recentes, os principais reservatórios do estado seguem em processo de recuperação e já alcançam 47,15% da capacidade total de armazenamento. Os dados mais recentes, divulgados pelo IGARN, indicam que o volume acumulado chegou a 2.494.733.900 m³. No levantamento anterior, esse número era de 2.405.816.687 m³, o equivalente a 45,47%, o que representa um acréscimo de 88.917.213 m³ no período.
Entre os destaques, o açude Novo Angicos, localizado no município de Angicos, atingiu sua capacidade máxima de 4.245.061 m³ e entrou em sangria na madrugada da terça-feira, dia 22. O mesmo cenário foi registrado no açude Inspetoria, em Umarizal, que também está vertendo. Outros reservatórios seguem completamente cheios, como Campo Grande, em São Paulo do Potengi; os açudes públicos de Marcelino Vieira, Riacho da Cruz e Encanto; além do açude Tesoura, em Francisco Dantas, e das lagoas de Pium e do Jiqui.
O açude Beldroega, em Paraú, também chama atenção pelo avanço expressivo. O volume armazenado passou de 62,12% para 86,87% da capacidade, totalizando 6.999.541 m³, um crescimento de 24,75 pontos percentuais. No conjunto geral, 42 mananciais monitorados apresentaram algum nível de recarga. A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior do estado, registra atualmente 1.005.038.239 m³, correspondentes a 42,35% da sua capacidade total. Já a barragem de Oiticica apresenta evolução mais acentuada e alcança 480.536.922 m³, o equivalente a 64,71%. Outros importantes reservatórios também seguem em elevação. A barragem Santa Cruz do Apodi chegou a 60,19% da capacidade, enquanto a barragem Umari, em Upanema, atingiu 56,92%. O açude Sabugi, em São João do Sabugi, ultrapassou a marca dos 10%, passando de 8,91% para 10,31%.
Apesar dos avanços, parte dos mananciais ainda exige atenção. Reservatórios como Itans, em Caicó; Passagem das Traíras, em São José do Seridó; e Dourado, em Currais Novos, entre outros, permanecem com volumes inferiores a 10% da capacidade. O açude Mundo Novo, também em Caicó, deixou recentemente a condição de seco, mas ainda acumula apenas 2,56%. O panorama reforça a importância do monitoramento contínuo e da gestão eficiente dos recursos hídricos, especialmente diante das variações climáticas e da necessidade de garantir segurança hídrica para a população.
Fonte: IGARN